Um programa especial com dois curtas de ficção e um documentário assinados por mulheres é o destaque do circuito cinematográfico deste final de semana. Filmes de Tauana Uchôa, Valderiza Pereira e Luna Vitrolira compõem a sessão Cinema por Elas, que acontece no sábado (30), às 16h30, com estrada gratuita, na sala Derby do Cinema da Fundação. Após a exibição, Luna mediará um debate, que também contará com a participação das outras duas realizadoras.
Com 15 minutos de duração, Amor (?) é o trabalho assinado por Tauana. A história gira em torno de Valentine, uma mulher presa em um relacionamento desgastante, que se torna o pilar de apoio emocional para sua amiga Lila. A partir daí, ela própria começa a questionar sua felicidade e os sacrifícios que faz em nome do amor, confrontando seus sentimentos e a necessidade de se redescobrir.

O curta Amor (?) é dirigido por Tauana Uchôa
Já Valderiza Pereira assina Moderna, que tem 19 minutos de duração. A personagem-título é uma jovem costureira de 25 anos que vive na periferia de Toritama, no Agreste pernambucano. Após um sonho perturbador vivido durante o trabalho na fábrica, ela decide romper a rotina e não voltar ao serviço. Em busca de alívio, visita uma amiga chamada Maria, às margens do rio Capibaribe, onde compartilham angústias e desejos. No caminho de volta, Moderna conhece Luiz, iniciando uma conexão marcada por encontros e olhares. Em uma festa, entre tonturas e alucinações, ela percebe a necessidade de se libertar.

A personagem Moderna é uma jovem costureira
Fechando a programação, a sala Derby exibe o doc Mulheres de Repente, com direção e roteiro de Luna Vitrolira. O projeto celebra a história e a resistência das únicas seis mulheres glosadoras do Sertão do Pajeú — artistas que sustentam, com voz firme e invenção constante, uma das tradições de poesia improvisada mais potentes do Brasil.
O filme revisita o início de suas carreiras, os desafios e as conquistas, compartilhando seus processos de criação, suas lutas, principais referências, além de retratar o impacto e as mudanças que a chegada das mulheres causaram na modalidade. Entre memórias, estradas, palcos e bastidores, o documentário revela as nuances de suas vivências como poetas e glosadoras. “É um filme sobre coragem, pertencimento, oralidade e futuro. Um documento vivo de um movimento que transforma a tradição por dentro. Um tributo às mulheres insurgentes e insubmissas que abriram caminho”, ilustra Luna.





0 Comentários