Por Cleodon Coelho
Em junho do ano passado, durante a 32ª edição do Prêmio da Música Brasileira, o pernambucano Fitti entrou no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro para entoar uma das músicas mais emblemáticas do repertório de Chitãozinho & Xororó, os homenageados da vez. Enquanto Vanessa da Mata bailava, ele sustentava as notas agudas de “Galopeira”, arrancando aplausos entusiasmados da plateia. Este ano, o cantor voltou ao tradicional espaço carioca, para viver outro momento especial: receber o troféu do mesmo Prêmio da Música Brasileira na categoria Artista Revelação.
Para celebrar com os conterrâneos, o artista retorna ao Teatro do Parque, na sexta (24), com o show “Transespacial", baseado em seu disco de estreia, de 2024, que abriu essas e outras portas, como a indicação ao Grammy Latino. Além das canções do álbum, que mistura ritmos nordestinos, sintetizadores, beats eletrônicos e atmosferas espaciais, ele antecipa para os pernambucanos algumas músicas do projeto "Fitti Canta Ney", uma ode ao grande Ney Matogrosso, que completará 85 anos no dia 1º de agosto. Em entrevista à Revista Araçá, Fitti revela algumas surpresas de uma noite que promete ser especial. Ou melhor, “transespacial”.

Revista Araçá – Como é para você voltar a cantar no Recife?
Fitti – Para mim, cantar no Recife é sempre um presente muito grande. É a minha terra, é a minha casa, é a minha raiz, é de onde eu vim. E ainda mais com esse show tão especial, baseado no meu primeiro álbum, que estreei aqui. Agora ele vem com outro sabor.
Quais as surpresas que você pode adiantar?
O show vem num formato diferente. Fui contemplado pela Natura Musical para fazer uma circulação por cinco capitais. Mas pensei: vou trazer para a minha cidade o “Transespacial”, mas também vou acrescentar um spoiler do meu projeto novo, que é o “Fittti Canta Ney”. Já quero apresentar ao público da minha cidade um pouco desse projeto novo, que estou trazendo com todo amor do mundo. Ah, e vai ter participação da Isabela Moraes, minha parceira no coletivo Reverbo.
Qual a importância de Ney Matogrosso em sua vida?
Eu me identifico muito com o Ney nesse lugar disruptivo mesmo. De não ter medo de ser quem se é. De fazer o que se faz. De se expressar como se expressa. Ney é uma grande referência pra mim. Em tudo isso, como gente, como artista. Então, se fosse para fazer realmente um show em homenagem a algum artista, com certeza seria para ele, Ney Matogrosso.
E quando seus conterrâneos poderão ver o show completo?
Meu sonho é trazer esse show o quanto antes. Estou aqui mirando uma coisa bem especial, mas não vou contar porque é surpresa. Tem muitas pessoas do Recife pedindo esse show. E eu vou fazer de tudo para trazê-lo o quanto antes.
Cantar no Teatro do Parque tem algum significado especial para você?
Sim, é muito especial. O Parque me acompanhou durante toda a infância. Eu vinha sempre ver o Palhaço Chocolate. Assisti muitos espetáculos teatrais, com a minha escola. Então poder habitá-lo, adulto, artista, CPF e CNPJ, é especial demais. Ele é um patrimônio nosso. Então, é uma grande honra mesmo.





































































































































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