Por amorí
A exposição "Quase Vestígios" surge de uma pesquisa que venho desenvolvendo desde 2024, atravessando campos como a astronomia, a agricultura e a arqueologia, sempre entrelaçados às minhas memórias da infância.
Nas esculturas, tenho trabalhado a partir da polissemia da palavra "feixe". Quando penso o céu e as estrelas, ela aparece como feixe de luz; quando penso a terra e as minhas memórias, surge como feixe de lenha. As esculturas simbolizam o encontro entre esses feixes de luz, aqui representados pelos vergalhões, e os feixes terrenos, os feixes de lenha.
Tenho utilizado o cambito, uma peça de madeira em formato de V, comumente usada em animais de carga para o transporte de feixes de lenha. Interessa-me capturar, nessas esculturas, o instante exato em que esses dois "feixes" se encontram.
Nas pinturas, repito muitas das formas que surgem nas esculturas, inserindo-as em paisagens rurais. Costuro essas formas, que emulam corpos celestes, às minhas memórias, criando um espaço em que o céu e a terra passam a compartilhar a mesma matéria simbólica.

Sem título (série "quase vestígios")
amorí
2026
Óleo sobre tela
20 x 20
Serviço
Quase Vestígios – amorí
- Curadoria Guilherme Moraes
- Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães - MAMAM
- De 8 de agosto a 18 de outubro
- Entrada Franca
















































































































































































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