Flávio Venturini festeja 50 anos de estrada 

17 set 2026 | 0 comentários

Foto Anchell Fotografia

Por Cleodon Coelho

Desde sua estreia profissional, em 1974, o mineiro Flávio Venturini esteve presente em grandes momentos da música brasileira. Integrou a banda de rock progressivo O Terço, participou da gravação do segundo volume do antológico Clube da Esquina, que trazia “Nascente” - composição sua em parceria com Murilo Antunes - no repertório, liderou a bem-sucedida 14 Bis e, a partir de 1988, brilhou em carreira solo.

Na sexta (18), o artista sobe ao palco do Teatro Guararapes para festejar seus 50 anos de estrada. A data já foi comemorada também em disco, com o álbum “Minha História”, em que relembra clássicos de seu repertório em feats com Ney Matogrosso, Vanessa da Mata, Djavan, Jota Quest, Frejat, Guilherme Arantes, Ivete Sangalo e Glória Groove.

Com direção do próprio Flávio Venturini, que estará acompanhado de Adriano Campagnani (baixo), Arthur Rezende (bateria), Breno Mendonça (sax e flauta) e Alexandre Lopes (guitarra e violões), o show traz um repertório recheado de hits, como a já citada “Nascente" e, ainda, “Todo Azul do Mar”, "Noites com Sol”, “Espanhola”, “Besame”, “Céu de Santo Amaro", "Linda Juventude" e "Mais uma vez”, composta em parceria com Renato Russo. Em conversa exclusiva com a Revista Araçá, o mineiro de 77 anos fala sobre os sonhos que ainda acalenta.

Foto Anchell Fotografia

Revista Araçá – Como é pra você comemorar 50 anos de carreira? Imaginava ir tão longe assim?

Flávio - A gente nunca imagina até onde vai, embora acredite ser bom ser longevo na saúde e na carreira. Eu tenho curtido minha maturidade e principalmente o fato de continuar sendo produtivo. Ainda tenho projetos e isso ajuda a viver e a sonhar.

Quais as diferenças na música que se fazia quando você começou, nos anos 1970, para a que é produzida hoje?

O mundo mudou muito, menos o conceito do que é música boa ou ruim. Isso está na alma de cada um.

Que artistas da nova geração você admira?

Acompanho pouco os novos artistas. Alguns eu gosto em poucos momentos de acerto, mas no geral não gosto muito da estética atual, embora saiba da necessidade de renovação na nossa música. Para mim, muitos dos artistas incensados pela crítica são fracos na essência, mas na nossa música, por ser tão rica, sempre tem gente com talento de verdade. Estou começando a gravação do segundo volume do meu projeto “Paisagens Sonoras” (o primeiro é de 2020) e vou gravar pelo menos três compositores da geração pós-Clube da Esquina.

Para festejar seus 50 anos de estrada, você gravou seus sucessos com nomes que vão de Ney Matogrosso a Glória Groove. Como foi essa escolha?

A escolha veio em equipe junto ao meu empresário na época, Steve Altit, e ao meu produtor, Torcuato Mariano. Trocamos ideias, sugestões e contatos. Fiquei feliz com o carinho de todos os artistas nos nossos encontros em estúdio. Registramos esses encontros e transformamos em clipes, que podem ser vistos no YouTube.

Que coisas você ainda pretende realizar na carreira?

Com certeza um disco instrumental, um sonho que acalento há 30 anos, e um álbum com orquestra, recriando minhas músicas.

E o que o público pernambucano pode esperar desse novo show?

Esse show é a continuação natural do álbum “Minha História”, mostrando várias músicas desse álbum com seus novos arranjos, mas sem as participações, claro. No roteiro dessa turnê, procurei fazer uma mostra de todas as fases da carreira de uma forma cronológica. O show traz minha banda mineira e temos curtido muito cada apresentação. Ele conta também com um cenário eletrônico com vídeos para cada música. Eu mesmo assino a direção.


Cleodon Coelho é jornalista, pesquisador e biógrafo

Busca nas Edições

As mais acessadas

Leia também

0 Comentários

Enviar um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Todas as Edições

Explore também outras edições da Revista Araçá e descubra novos olhares, temas e narrativas que expressam nossa proposta editorial. Cada edição reúne conteúdos exclusivos organizados por seção, ampliando o debate cultural e aprofundando diferentes perspectivas. Escolha a edição em que deseja navegar e mergulhe nas histórias, reflexões e experiências que compõem o universo da Revista Araçá.