Shows: Chico Chico, Tim Bernardes e Eliana Pittman

15 out 2026 | 0 comentários

Eliana Pittman sobe ao palco do Parque. Foto Samuka Kim/ Divulgação

Aos 81 anos e com mais de seis décadas de carreira, Eliana Pittman volta ao Recife para apresentar Eliana Pittman canta Jorge Aragão e Grandes Sucessos. O show é na sexta-feira (16), às 20h, no Teatro do Parque.

O espetáculo nasce de Nem Lágrima Nem Dor, álbum lançado em 2025 em homenagem ao sambista carioca Jorge Aragão, um dos grandes mestres do gênero e referência da geração do Fundo de Quintal. Eliana celebra a obra do compositor. “Jorge Aragão é um compositor que admiro muito. Cantar suas músicas é também uma maneira de homenagear o samba e toda uma geração que fez essa música chegar tão longe”, afirma a diva, que também revisita alguns dos sucessos que marcaram sua trajetória, como “Das Duzentas para Lá”, “Abandono”, “Vou Pular Neste Carnaval”, “Quem Vai Querer”, “Sinhá Pureza”, “Mistura de Carimbó” e “Esse Mar É Meu”, de João Nogueira.

A volta ao Recife tem um significado especial. A relação de Eliana com a cidade começou ainda no início de sua carreira. Em 1961, ela fez sua primeira gravação no estúdio da Mocambo, acompanhada pelo pai, o saxofonista Booker Pittman. Em 1967, passou a viajar todos os domingos para o Recife para apresentar um programa ao vivo na TV Jornal do Commercio.

“Eu era apaixonada por esse programa. Podia estar em qualquer lugar do Brasil e pegava um avião para chegar a tempo no Recife”, relembra. Foi também no Recife que ela conheceu Geraldo Azevedo, então um jovem violonista, “muito magrinho”, que se apresentava em bares da Boa Vista. Impressionada com seu talento, Eliana o convidou para acompanhá-la no Rio de Janeiro. Em 1968, incluiu no álbum ao vivo “Aquela Rosa”, primeira composição de Geraldo Azevedo, em parceria com Carlos Fernando.

A história com a cidade atravessa, portanto, toda a trajetória de Eliana Pittman. Mais de seis décadas depois, o Recife continua sendo um lugar de reencontro, memória e afeto. Com mais de 20 discos lançados, carreira internacional e passagens por palcos como o Olympia, em Paris, Eliana mantém-se em plena atividade. Nos últimos anos, lançou Hoje, Ontem e Sempre (2019), As Divas do Sambalanço (2020), ao lado de Claudette Soares e Doris Monteiro, e Nem Lágrima Nem Dor (2025), cujo repertório é a base de seu novo show.

Tim Bernardes faz show no Teatro Guararapes. Foto Elisa Maciel/Divulgação

Já Tim Bernardes traz a turnê de “Mil Coisas Invisíveis”, seu segundo álbum de estúdio, lançado em 2022, para o Teatro Guararapes, no Centro de Convenções, no sábado (17). As apresentações convidam o público para uma última visita ao universo do projeto que acompanhou o artista ao longo dos últimos anos em shows pelo Brasil e pelo exterior. A despedida também marca um momento criativo na carreira do cantor e compositor paulistano, que já prepara novidades para o próximo ano.

“Tenho viajado menos e passado meu tempo no estúdio preparando coisas novas, mas me bateu a vontade de fazer uma última leva de shows do ‘Mil Coisas Invisíveis’ no Brasil. Esse disco se espalhou aqui e no mundo de um jeito muito legal e vejo o público do álbum seguir crescendo de uma forma orgânica, além de muita gente que não viu ao vivo, mesmo com esses dois anos na estrada”, explica Tim.

Desde o lançamento em 2022, o disco construiu um percurso consistente por palcos nacionais e internacionais. No circuito internacional, foram mais de 30 datas na Europa e nos Estados Unidos, incluindo apresentações ao lado da banda estadunidense Fleet Foxes, seguidas por turnês próprias com ingressos esgotados por vários países, incluindo o Japão.

No Brasil, o projeto acompanhou a ampliação de público do artista. O período de apresentações tem também outros momentos importantes, como a participação do último show de Gal Costa, que aconteceu no Coala Festival em 2022, além da regravação de “Baby” com a artista baiana, parcerias com Erasmo Carlos e Jards Macalé e show com Maria Bethânia, que também gravou “Prudência”, faixa composta pelo artista.

Chico Chico canta na Casa Estação da Luz. Foto Zabenzi/Divulgação

No domingo (18), Chico Chico se apresenta na Casa Estação da Luz pela terceira vez. Uma das vozes mais autênticas da nova geração da música brasileira, o herdeiro de Cássia Eller construiu seu próprio caminho na música, acumulando trabalhos aclamados, com duas indicações ao Grammy Latino.

No álbum Deixa Arder, Chico Chico acende uma chama que percorre diferentes caminhos: o rock, o blues, o folk, as brasilidades, a música popular e tantas outras influências que fazem parte do seu universo. No palco, apresenta um show visceral, diverso e cheio de movimento, que leva ao público seu trabalho mais recente e revisita canções que ganharam novas formas em sua voz, a exemplo de Menino Bonito, de Rita Lee.

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