Por Pedro Américo de Farias
Já não pode dizer-se
JMB, O Famigerado
ou O Mau Velhinho
Agora é com a gente
O caminhante longa vida
Homem de muitas léguas caminhadas
Frequente escambo nas feiras da imaginação
Recife acima e abaixo
Dia e noite
Nunca sonâmbulo
Filósofo praticante de atentados poéticos
Diálogo permanente pelas calçadas quebradas
Primeiro bebeu cicuta
Depois o elixir da juventude
Zaratustra rindo debochado de pretensos discípulos
Olho aberto
Prometeu quebrando correntes
Portando o fogo até o centro da Ágora
Para levá-lo aos danados vítimas da exclusão
Solidário
Enfant terrible distribuindo pílulas de inobservância
Revolucionário
Transmigrante contra a retórica moral de rebanho
Deseducador deseducando-se desaforado:
É proibido proibir a inteligência
Pela madrugada de hoje
JMB bateu o seu último ponto
no Bar da Central
e nunca mais voltará ao trabalho.








































































































































































































































































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